
Gente, todo mundo já falou disso por aqui e eu só fui receber essa informação ontem. Acham que eu ia deixar passar uma pérola dessa, mesmo atrasada? Sonhem.
O que rolou, para quem tá de fora, é que um jornalista da TAM abriu um texto da revista da empresa com o título "Vitória da Conquista - Espírito Santo" e fechou o mesmo dizendo que a panela de barro serve para "encorpar o caldo do feijão e deixar a farofa mais soltinha".
HEIN?
Gente, até agora eu tô tentando entender o que leva alguém a cometer um absurdo desse. Se você entra no Google por dois minutos, vai saber que Vitória da Conquista fica na BAHIA e panela de barro é tradicionalmente utilizada para fazer a tradicionalíssima MOQUECA CAPIXABA, de PEIXE, onde não entra ÓLEO DE DENDÊ, nem LEITE DE COCO, e leva muito colorau. PELAMORDEDEUS!!!!!!!!!
Minha revolta não é coisa de pessoa ferida pelo bairrismo que foi por água abaixo. Isso é uma revolta produnda por alguém que, infelizmente, eu teria que chamar de "colega de trabalho" e obviamente não tem a mínima noção, que me envergonha por se tratar de um comunicólogo. Daí vem uma amiga dizer: "Calma Helena, você sabe que o povo não sabe nada sobre Vitória e confunde mesmo com a cidade baiana". Sim, sim, a gente sabe que o Espírito Santo é Acre do Sudeste (desculpem-me acrianos, eu me sinto como vocês). Não tem justificativa! O cara escreve para uma revista que roda o Brasil inteiro, para um público elitista que inclusive provavelmente se lembra das capitais do país. Nem parece que a TAM tem rota aqui. Ri-dí-cu-lo.
Fiquei imaginando que esse é o típico jornalista "cachorro-do-história-sem-fim", com seus olhos semi-cerrados (tem hífen, essa porra?), a voaaaaaarrrrrr, viajaaaaarrrr com suas orelhas grandes, a falar palavras engroladas, cantando lá do céu "Eu não sou daqui... marinheeeeeiroooo sóóóó..."
Inclusive a pessoa caiu no clichê de utilizar os quatro elementos para falar disso, num texto forçação de barra que dói. É, agora eu vou falar mesmo! Além de tudo ele diz que o tanino é retirado das árvores do "mangue". Aviso aos navegantes que "mangue" é, na verdade, o nome da árvore que vive no ecossistema denominado "manguezal".
Tá, eu já fiz caldinho de feijão em uma panela de barro. Era daquelas mais fundas, que são ótimas para caldos, aliás. Ficou muito bom, não é metidice, o Saraiva e o Alê rasparam o tacho tecendo elogios. Mas NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA ESSE CARA. Farofa soltinha? Que porra é essa?
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Plano para 2009: "abrir" a banda "Sabhor Azeythonna". A vocalista vai ter como nome artístico "Monna", para ficar uma sonoridade legal: "Monna, do Sabhor Azeythonna". (Nem tenta, já patenteei). Também vai ganhar a simpatia do público GLBT. Vou ficar rica. Essa vai ser a primeira banda baiana genuinamente capixaba.
Até o Acre ta melhor que o ES! Até minisérie da Globo eles ganharam!
ResponderExcluirahahahaha
ResponderExcluiradorei e q porra de farofa soltinha eh essa?
impressionane como uma pessoa pode errar tanto num espaço tão pequeno. isso é um dom. pelo avesso.
ResponderExcluira Maysa não conta não, né?
ResponderExcluirai, ai, ai... E a Prefeitura de Vitória ainda perde tempo com um cara desses chamando para o próximo tour que a cidade pretende fazer para ensinar a "cultura" daqui a jornalistas do país inteiro...
ResponderExcluirAfinal, o que faz com um sujeito desse: Mata? Nããããããoooo! INduca!