sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Supletivo




Cinco minutos são mais do que suficientes para se ter um ataque de riso em uma redação. Basta você estar ao lado dos jornalistas certos, na hora certa. Essa hora certa é aquela em que eles estão fazendo autocríticas. Uma beleza.

Tive a sorte de presenciar um desses momentos belíssimos com dois grandes amigos. A primeira observação foi sobre manchetes. A primeira a ser alvo das bordoadas foi:

“Neymara Carvalho é recebida como tetracampeã”

-E como diabos ela deveria ser recebida? Afinal ela é ou não é tetracampeã? Como vocês queriam que fosse essa recepção? Como tri ou como pentacampeã? E qual é a diferença?

A segunda foi a seguinte:

“Resultado do VestUfes sai antes do carnaval”

-Que beleza! Me diz um ano desde a inauguração da Ufes quando isso não aconteceu. E afinal, faltam alguns meses até o carnaval, que espécie de informação é essa?

Eu, muito saidinha, resolvi dar um troco.

-Vocês são críticos demais! Não leram o texto sobre o Omelete Marginal?

“[...] os artistas Alexandre Lima, J3 e Tamy provaram que continuam com um público fiel”

-E daí?
-E daí que não houve show da Tamy. Foi cancelado.
-Mas o texto então, tá certo.
-Como assim?
-Você viu o público da Tamy lá?
-Não.
-Ela não foi, eles não foram. Quer público mais fiel que esse?

Valha-me, espírito iluminado. O que salva nessa vida é a luz da razão.

2 comentários:

  1. Por falar em Tamy, ela lançou alguma coisa nova desde aquele primeiro cd?

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  2. Sim, ela tá bombando na África atualmente, com disco novo, até onde eu sei.

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