
Gente, pode parecer muita pretensão dessa foca aqui começar a escrever sobre as pérolas dos jornalistas. Calma lá. Isso aqui é só diversão e a empolgação animada dos amigos que me deram força para colocar no ar algumas observações sobre o mundo da comunicação e suas escorregadelas.
A gente pode botar a culpa na correria, na assessoria ou na produção, mas o fato é que os meios de comunicação reproduzem uma enxurrada de besteiras das mais inacreditáveis, e o que é o mais legal, todos os dias. Para os reles mortais, uma forma de se sentirem mais próximos desses seres fabulosos que somos.
Essa observação se deve porque sempre senti de toda a espécie humana que está no grupo "não-jornalista" um regozijo enternecedor ao encontrar um equívoco proveniente do outro grupo. Mas queridos mortais, alô, nós também cometemos erros, e apesar de não batermos o ponto de saída do trabalho nunca, nós costumamos ser humanos. Nas horas vagas.
Não é meu objetivo questionar a capacidade de ninguém e por isso mesmo as observações não terão as fontes citadas. Acredite quem quiser de que esses escritinhos já foram publicados... aliás, para demonstrar minhas mais nobres intenções, a única fonte que citarei será "Helena Santos", e para botar humor nessa conversa, vou escrever um caso.
Muita gente sabe que no ano passado eu tive que rodar o Espírito Santo todinho falando das belezas de todos os 78 municípios. Não precisa ser um gênio para imaginar que de 78, as belezas de alguns eram um pouquinho menos viçosas do que a de outros, e muitas matérias foram produzidas a quantidades maiores ou menores de sangue e suor.
Não tenho como colocar a culpa na produção, já que sou eu mesma que faço, mas posso colocar a culpa na falta de um produtor! Alternar uma semana viajando, a outra decupando e produzindo a próxima viagem foi um desafio. E sou eu também quem lava as minhas roupas. Mas chega de desculpa, vamos ao caso.
Estava eu em mais um município longe do mar, andando quilômetros a fio para encontrar uma cachoeira, até que eu a vi. Perguntei ao guia porque no caminho não tinha nenhuma placa de localização, porque ela não tinha nenhuma infraestrutura turística, cadê o proprietário do local? E ele: "Tem nada disso não, aliás, o dono nem gosta muito que o povo visite o terreno".
Muito bom. Depois de horas atrás de uma atração, a tarde chegando, não podia perder um dia de viagem sem gravar nada. Perguntei sobre uma história - qualquer uma - acerca da cachoeira, e nada. "O que sempre salva é explicar a origem do nome", pensei. E assim saiu essa pérola de cabeça:
"Nós começamos nossa viagem de hoje com uma rota de cachoeiras, a primeira é essa aqui. Quando tem bastante água dá para ver os raios de sol formando um espectro colorido na nuvem de vapor. Por isso, essa é a Cachoeira do Arco-Íris".
Se alguém aí conhece uma cachoeira onde esse fenômeno sobrenatural não acontece, por favor me liga. E divirtam-se em procurar erros nesse blog.
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